domingo, 26 de junho de 2011

A sensacional Barcelusa.

Sensacional . Assim pode-se descrever a atuação da Portuguesa frente ao Goiás, no Serra Dourada. O placar de 4 a 1, de virada, condiz com o que foi o jogo. A Lusa foi superior durante praticamente todo o jogo. Mostrou um futebol bonito, vistoso, buscando o gol a todo instante.

Comparando a formação de ontem com a que (também) massacrou o Bragantino, na terça, havia só um atacante, Edno, já que Jael se contundiu. Em seu lugar entrou o volante Ferdinando, que voltou de lesão. Mesmo assim a equipe do treinador Jorginho não perdeu a vocação ofensiva mostrada nos jogos em que o enorme Guilherme, a despeito dos seus 21 anos, era o único trinco.

Ontem, no papel, Edno era o único avançado rubro-verde, mas com a posse de bola o único jogador que atuava apenas na armação era o ótimo Marco Antonio. Os outros dois meias, Ananias e Henrique, apareciam constantemente à frente, ora com a bola dominada, ora entrando nos espaços abertos na frágil defesa esmeraldina. Até o trinco Ferdinando aparecia na frente.

Talvez seja este o segredo de Jorginho: a Lusa atua com três meias criativos, seja qual for o adversário, que voltam o tempo todo pra ajudar na marcação e se movimentam constantemente. Guardadas as devidas proporções, é o conceito do futebol-total implantado pelo genial Rinus Michels no futebol holandês e que serviu de embrião para o magnífico Barcelona. Contra o Goiás, a posse de bola lusitana chegou a bater inacreditáveis 78%, e na casa do adversário.

A postura da Portuguesa é diferente de quase todos os times que conhecemos. Mesmo goleando, não arreda o pé do campo do adversário, aparecendo na frente sempre com três ou quatro jogadores em ótimas condições de finalizar. Mesmo na derrota por 3 a 0 para o Santos, ainda pelo Campeonato Paulista, a postura da Lusa foi a de buscar o ataque. Nitidamente tinha uma equipe inferior, mas não se acovardou. Era a sementinha do futebol envolvente apresentado até aqui. A diferença é que, agora, Jorginho tem um elenco qualificado nas mãos.

E ninguém melhor que ele para implantar esta mentalidade na Portuguesa. O Cantinflas foi um excelente atacante nos anos 1980/90 e nasceu para o futebol na Lusa. Conhece o clube desde as bancadas à sala de direção. Sabe a hora de tirar o pé ou bater na mesa, o que falar e, principalmente, para quem falar. E isso, em um clube difícil de se trabalhar, como a Portuguesa, faz uma diferença enorme.

Seus times têm vocação para o ataque. É mentalidade de time grande: comprometimento, humildade e respeito. Respeito ao adversário. Respeito à própria historia da Portuguesa.

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