sábado, 28 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013 : Globo x Palmeiras: O império contra-ataca.

Publicado em 13/08/2013 : 




Patética. É dessa forma que podemos resumir a tentativa da Rede Globo de Televisão de influenciar a opinião do STJD e dos torcedores brasileiros (como se já não influenciasse...) diante das atitudes do chileno Valdívia no jogo do último sábado, contra o Paraná.

Nos bastidores do esporte, a guerra entre emissora e clube é velada, porém verdadeira. Não que haja um complô para prejudicar o nosso Alviverde, mas um veículo que é declarado "gambázista" de carteirinha, indiretamente, acaba por prejudicar os clubes rivais - e não falo só de Palmeiras, pois no Rio de Janeiro acontece o mesmo (preciso dizer qual clube carioca é sempre beneficiado?).

Mais lamentável ainda foi a participação de "jornalistas" e "comentaristas" dos canais Globosat no episódio. Neste domingo tivemos um exemplo claro do quanto esses pseudo-imparciais colocam a paixão pelo seu clube, ou os interesses, acima do profissionalismo. André Rizek, gambá declarado, chegou ao ponto de ligar para o presidente do STJD, Flávio Zveiter, e denunciar, pessoalmente, as declarações e atitudes de Valdívia.

Para quem não sabe, o diretor de novelas da Globo, Denis Carvalho, revelou há algum tempo que André Rizek já fez uma ponta como gogo boy para uma matéria da Playboy. O que significa vender a opinião para quem já teve o gostinho e a indecência de oferecer o próprio corpo pela "profissão"?

Para piorar, no programa Bem Amigos desta segunda, o convidado - e mau caráter - Émerson Sheik soltou a seguinte pérola: "Não vi as imagens, mas vi os comentários. Na verdade, deixa a desejar como profissional. Não entendo que seja uma atitude que serve como exemplo para ninguém. Talvez seja punido por isso".

O atacante usou a palavra "exemplo". O que dizer, então, sobre os crimes que o jogador responde por lavagem de dinheiro, contrabando, formação de quadrilha, estelionato e falsificação ideológica, ou não é do conhecimento público que Émerson é o nome fictício do ex-atleta Marcio Passos de Albuquerque. Quanto exemplo, não é?

Não achem, também, que vou aliviar para Valdívia. O jogador não é santo e errou ao escancarar e debochar no momento em que levou o cartão amarelo. Que fique claro: não errou ao forçar a suspensão, prática comum no futebol e válida, na minha opinião, por se tratar de uma estratégia de jogo; mas pecou ao falar demais.

Quero encerrar o post com o comentário proferido por Caio Ribeiro, em um raro momento de lucidez, no mesmo Bem Amigos. Resume o que penso sobre o assunto: "Qual a diferença do que o Valdivia fez para o que o Lodeiro fez quando marcou pelo Botafogo (contra o Atlético-MG) e tirou a camisa para forçar o amarelo? Quando o D’Alessandro tomou um amarelo para ficar fora contra o Náutico e jogar contra o Grêmio? Então, a gente está punindo a sinceridade do Valdivia. Nesse caso, eu acho que a gente perde um pouco da razão".




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