terça-feira, 11 de junho de 2013

Os dez maiores roubos da História do Palmeiras.

“Os juízes erram contra todos“. O mantra é repetido pelos jornalistas que insistem em acreditar que erros de arbitragem são fatos inerentes ao futebol e de frequência randômica.
Se erram contra todos eu não sei, mas acho difícil um clube de camisa forte ser tão prejudicado como o Palmeiras, principalmente nos últimos anos.
Abaixo, o Top 10 dos maiores roubos históricos contra o Verdão.

CARLOS DE OLIVEIRA MONTEIRO

O SCCP já era o campeão paulista de 1941 e na penúltima rodada do segundo turno o Palestra Italia disputava o vice-campeonato contra o SPFC no Parque Antarctica, como era chamado na época. Na época, terminar em segundo tinha uma importância muito maior do que hoje e o jogo foi cercado de muita expectativa. Echevarrieta abriu o placar para nós aos 33 minutos. Aos 38, depois de um escanteio na área do Palestra, ouviu-se um apito do árbitro Carlos de Oliveira Monteiro, o Tijolo. Os tricolores já voltavam para o campo de defesa quando foram surpreendidos com a marcação de um pênalti a favor. Hortêncio bateu e empatou a peleja.

Tijolo anulou um gol de Echevarrieta no segundo tempo, e logo depois o SPFC faria o segundo. Perto do fim do jogo, Echevarrieta faria mais um, novamente anulado pelo árbitro, que ainda expulsou de campo o argentino que não se conformava com as marcações. Uma chuva de laranjas e garrafas caiu sobre o gramado. O roubo foi tão acintoso que o Palestra anunciou oficialmente que não disputaria o campeonato do ano seguinte como forma de protesto. Decisão que, sabemos, seria revertida – não houve Tijolo que nos tirasse o título de 1942.

ARMANDO MARQUES

Armando Nunes Castanheira da Rosa Marques é a maior prova de que não exiesponsável por alterar o rumo de pelo menos três campeonatos: o Brasileiro de 74, quando anulou um gol legítimo do Cruzeiro na final contra o Vasco; o Paulista de 73, quando simplesmente errou a contagem na decisão dos pênaltis entre Santos e Portuguesa, e o título acabou sendo dividido entre as duas equipes; e o Paulista de 1971.
A final do Paulistão de 71, entre Palmeiras e Sste “melhor juiz”. Considerado por toda a imprensa merecedor de tal honraria à época, esse cidadão foi rPFC, apontava 1 a 0 para o adversário no Morumbi. O resultado dava o título ao time do Jardim Leonor, time do governador do estado, Laudo Natel, que estava sentado no banco de reservas do SPFC. A ditadura militar estava em seu auge. Eurico centrou da direita, e Leivinha meteu uma tijolada com a testa para o fundo do gol. Armando Marques imediatamente anulou o gol, alegando que foi com a mão. O jogo terminou 1 a 0 e o Palmeiras não conseguiu o título. Anos depois, Armando Marques admitiria que o gol foi de cabeça.

ARNALDO CEZAR COELHO


A final da Copa Brasil  - era como se chamava o campeonato brasileiro em 1978 – foi disputada entre Palmeiras e Guarani. O time campineiro era uma das grandes sensações do campeonato, tendo passado com facilidade por Sport  nas quartas-de-finais e pelo Vasco nas semifinais. O Verdão, comandado por Jorge Vieira, ainda tentava encontrar uma nova identidade após a aposentadoria de Ademir da Guia. Leão, titular absoluto da Seleção Brasileira, era o grande nome do elenco, que além dos adversários dentro de campo, tinha que brigar com o diretor de futebol Mustafá Contursi por causa das premiações.
No jogo de ida, aos 24 do segundo tempo, Leão fez uma fácil defesa e se preparava para repor a bola quando Careca, de apenas 18 anos, colocou-se à sua frente. Leão deu-lhe um arriscado chega-pra-lá, que Arnaldo Cezar Coelho, outro amigo dos poderosos – sua eterna condição de comentarista de arbitragem da Globo não deixa dúvidas – não titubeou para marcar pênalti e ainda expulsar o goleiro do Palmeiras. O meia Escurinho foi para o gol, e Zenon converteu a penalidade, dando a vitória ao Guarani. No jogo da volta o Palmeiras não teve forças para reverter a vantagem no Brinco de Ouro e o Guarani foi campeão.


ULISSES TAVARES DA SILVA

Em 1986 o Verdão amargava 10 anos de insuportável fila. Depois de bater na trave em 1983, 1984 e 1985, parecia que em 1986 o jejum acabaria. A semifinal do Campeonato Paulista era contra o SCCP, time que já havia goleado três semanas antes por gloriosos 5 a 1. O primeiro jogo da semifinal foi jogado para mais de 96 mil pagantes e teve a arbitragem de Ulisses Tavares da Silva Filho, que determinou a vitória do inimigo por 1 a 0. O Palmeiras reverteu a vantagem na volta e venceu por 3 a 0, com direito a gol olímpico de Éder, e foi à final contra a Inter de Limeira – e acabou perdendo. A fila, sabemos, acabou apenas sete anos depois.

Mas a arbitragem de Ulisses no primeiro jogo da semifinal foi criminosa. Num mesmo Derby, conseguiu anular um gol legítimo de Vagner Bacharel; marcou escanteio num lance que o zagueiro Edvaldo ESPALMOU a bola por cima do travessão em chute de Mirandinha; validou o gol do SCCP aos 41 do segundo tempo, num lance em que Edson cruzou a bola depois de receber em impedimento, e ainda expulsou Edu Manga, o craque do time, por reclamação. Ulisses não conseguiu atrapalhar a classificação palmeirense, mas sua atuação jamais será esquecida.


CLAUDIO CERDEIRA

Palmeiras e Grêmio foram rivais ferozes no meio da década de 90. Os times se enfrentaram pelas quartas-de-finais da Libertadores de 1995. O Verdão já não tinha o esquadrão de 93/94, e depois de um mau início em 95, fez boas contratações e o time já estava bem encaixado, apesar da falta de um matador – Rivaldo jogava como atacante ao lado de Müller, e Valber era o único meia.

O jogo de ida foi disputado no estádio Olímpico. O placar apontava 0 a 0 e seguia equilibrado quando o árbitro Claudio Vinicius Cerdeira expulsou Rivaldo numa dividida com Rivarola, quando deveria ter expulsado os dois – ou nenhum. Depois, Dinho acertou uma cabeçada em Valber, e Cerdeira nada fez. Valber então revidou com um soco, abrindo o nariz do volante gremista. Ele expulsou Valber, e só depois de muita pressão de nossos jogadores acabou diminuindo o estrago expulsando Dinho. Já fora de campo, Valber e Dinho partiram para a briga, o goleiro Danrlei resolveu participar e deu um soco por trás no meia do Palmeiras, o mundo inteiro viu, até Cerdeira, que deixou passar. Depois de tudo isso, como resultado, o Grêmio perdeu o brucutu Dinho, enquanto o Palmeiras ficou sem os talentosos Valber e Rivaldo. O time de Felipão aproveitou bem o saldo e abriu 5 a 0 no placar. No jogo de volta, o Palmeiras ficou muito próximo de reverter a situação ao fazer 5 a 1, numa das partidas mais memoráveis de nossa História.


UBALDO AQUINO

Em 2001 Palmeiras e Boca Juniors repetiam, pelas semifinais da Libertadores, o duelo do ano anterior, quando se enfrentaram na fase final. Mais uma vez o primeiro jogo foi marcado para a Bombonera, e o Palmeiras treinado por Celso Roth tinha Lopes Tigrão em fase iluminada. O time não sentiu a pressão da torcida xeneize e dominava o time da casa, abrindo o placar com Alex aos 18. O paraguaio Ubaldo Aquino então resolveu entrar em cena e inventou um pênalti sobre Schelotto, que o mesmo cobrou e empatou. No fim do primeiro tempo, o volante Fernando foi escandalosamente derrubado dentro da área, mas Aquino mandou seguir.

No segundo tempo, Fabio Junior recolocou o Palmeiras à frente, Barihjo empatou, e um jogo que deveria ter terminado em 3 a 1 para o Palmeiras, ficou nos 2 a 2. Na partida de volta, em noite inspirada de Riquelme, o Boca chegou  abrir 2 a 0 em pleno Palestra; o Verdão buscou o empate mas acabou sucumbindo mais uma vez na decisão por tiros livres.


WILSON DE SOUZA MENDONÇA

Em 2006 o time do Palmeiras era muito ruim, mas mesmo assim conseguia avançar nas competições. Na Libertadores, estava nas oitavas-de-finais contra o SPFC, e empatou o jogo de ida no Palestra por 1 a 1. No jogo de volta, saiu perdendo, mas empatou aos 12 do segundo tempo com um gol de Washington Dumbo. Aos 19, Edmundo saiu na frente do goleiro de hóquei e quando ia entrar na área foi derrubado por Leandro Gianechinni, que foi expulso. O jogo estava para nós?

Era o que parecia, e o time atacava o SPFC com muito perigo. O gol da classificação sairia a qualquer momento, até que aos 36 do segundo tempo o árbitro Wilson de Souza Mendonça interveio. Pasmem, ele foi escalado pelo então chefe da arbitragem nacional, Armando Marques (aquele de 1971), que mesmo assim o criticou no dia do jogo. Mendonça cortou um ataque do Palmeiras, armou o contra-ataque para o SPFC (isso mesmo, note a narração de Cleber Machado no video abaixo, embora o lance em si não apareça), Junior invadiu a área mas foi desarmado legalmente por Cristian Mendigo. Wilson Mendonça não teve pudores e colocou na cal, e assim fomos eliminados de mais uma Libertadores.


MARCOS TADEU PENICHE NUNES

 O jogo era válido pela segunda rodada da Copa do Brasil de 2007. O time de Caio Junior não era muito inferior ao atual time do Palmeiras. Depois de perder o jogo de ida para o Ipatinga por 2 a 0, o Verdão tinha a missão de reverter a situação no Palestra. Depois de massacrar o time mineiro, o placar final foi igual: 2 a 0, e a decisão foi para os pênaltis.
Diego Cavalieri atravessava uma fase esplendorosa no gol do Palmeiras, e já havia defendido uma cobrança do Ipatinga. Bastava Edmundo converter sua cobrança que a classificação estaria selada, mas o Animal chutou para fora. Mesmo assim, havia ainda a chance de Diego defender a última batida do Ipatinga. Adeílson cobrou, e nosso arqueiro fez uma defesa espetacular, garantindo a classificação – não aos olhos do bandeirinha Marcos Tadeu Peniche Nunes, que mandou a cobrança voltar alegando que Diego havia se movimentado antes da cobrança. A imagem abaixo é definitiva: Diego não estava nem com um pé na linha, estava mesmo é com os dois na hora da cobrança. A decisão seguiu para as alternadas e o Ipatinga avançou.


PAULO CÉSAR DE OLIVEIRA

Esse tem até dossiê, preparado pelo jornalista Fernando Galuppo .Notoriamente torcedor do SCCP, PCO operou o Palmeiras em uma longa série de jogos. Os mais notórios são a final do Paulistão de 2011, e a semifinal do Campeonato Paulista de 2008, contra o SPFC, no Morumbi (reparem como somos roubados contra eles nesse estádio). Nesse jogo, o atacante Adriano fez um gol com a mão em Marcos. PCO seguiu o ritual de Armando Marques, mas ao contrário: o gol de mão foi considerado como gol de cabeça, e foi validado. O SPFC venceu por 2 a 1, mas a vantagem foi revertida no jogo seguinte numa tarde épica no Palestra.

No Paulistão de 2011, depois de ter sido anunciado como árbitro do jogo antes do sorteio por um jornalista, PCO entrou em campo e fez o serviço. Todos se lembram da expulsão absurda de Danilo, e de como conduziu o jogo de forma a anular o domínio do Palmeiras, que mesmo com um a menos era melhor em campo. 

CARLOS EUGÊNIO SIMON

O Fluminense estava à beira do precipício no Brasileirão de 2009. O Palmeiras, ao contrário, depois de ter aberto larga vantagem na liderança, havia tropeçado contra Avaí, Santo André e Náutico e deixou os adversários chegarem perto. A vitória por 4 a 0 frente ao Goiás e o empate contra o SCCP no Derby, no entanto, reanimaram o time, e uma vitória contra o Fluminense deixaria o time, tendo quatro rodadas pela frente, dois pontos à frente do SPFC e cinco pontos à frente do terceiro colocado.
Carlos Simon anulou o gol legítimo de Obina de forma criminosa. Não há hipótese de ter sido um erro, a má intenção é clara. O episódio não custou apenas os pontos daquela partida, mas rendeu uma suspensão e um processo sobre o presidente Belluzzo, e o completo abatimento do elenco, que perdeu a liderança, o título, a classificação para a Libertadores e deflagrou uma crise no clube que até hoje temos dúvidas se foi controlada.

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Há outras dezenas de erros grosseiros contra o Palmeiras, alguns não podem deixar de ser citados:

Anselmo da Costa, na Vila Belmiro em 2002, pelo Brasileirão, deixou de anotar o gol de Zinho em que a bola passou mais de um palmo da linha e foi um dos resultados determinantes para nosso rebaixamento;
Oscar Roberto de Godoy, na primeira final do Paulistão de 99, que roubou o jogo todo para o SCCP que ganhava apenas por 1 a 0, mesmo com o Palmeiras jogando com o time reserva por conta da Libertadores. No final, o segundo gol deles ainda nos deixava com chances de reverter, e mesmo após o relógio ter ultrapassado os descontos anunciados, deixou o jogo seguir até que fosse marcado o terceiro gol;
Sálvio Spínola, que anulou um gol de cabeça de Max Pedreiro contra o SPFC em pleno Palestra afastando o time pela disputa do título do Paulistão de 2007; e no ano seguinte expusou Diego Souza com um minuto de jogo num jogo pela reta final do Brasileirão;
e por aí vai…
Não é por ser palmeirense, mas eu não consigo imaginar um time que tenha sido tantas vezes roubado em finais ou eliminado em mata-matas por causa de “erros” de arbitragem. “Erros“, que segundo a imprensa, acontecem contra todos, “alguns um pouco mais, outros um pouco menos“.
Se você gostaria de mencionar algum jogo em que fomos garfados, fique à vontade e faça seu relato nos comentários – ou simplesmente deixe seu recado para essa classe de trabalhadores tão honrada: os árbitros de futebol.



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6 comentários:

  1. E agora teve o caso do roubo no Corinthians a favor do Boca... :)

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  2. É impressionante como roubam o Palmeiras, é o time mais prejudicado, eu como palmeirense fico indignado. E Guilherme Augusto apito amigo contra o Corinthians não é roubo, é vingança

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  3. Não esqueçam de 2005.

    To seguindo Bruno, te aguardo lá www.cchamun.blogspot.com.br

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  4. Realmente, infelizmente no futebol a grandes roubos, mas o futebol nos dias de hoje é puro corporativismo, alias, sempre foi!

    Não só o Palmeiras já foi prejudicado, como inúmeros times pelo Brasil e pelo mundo!

    Acesse o meu blog
    Não me Diga! Absurdos
    =======
    ***Post do Leitor: Atores de um personagem só***
    http://naomedigaabsurdos.blogspot.com.br/2013/06/atores-de-um-personagem-so.html


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  5. Vasco e Palmeiras são os times mais prejudicados pelo Apito.

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  6. Teve também o episódio do Palmeiras x Grêmio em 1996 nas quartas de finais do Brasileirão. Pesquise e descobrirá.

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