quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Opinião : Contratação de Oswaldo de Oliveira.


Vou começar este texto sendo bem direto: se eu fizesse parte da cúpula palmeirense, não apoiaria a contratação de Oswaldo de Oliveira. Nada tenho contra o profissional e muito menos o homem, a quem por sinal sequer conheço pessoalmente, apenas no meu modo de pensar o futebol, acredito que o clube deveria optar por um nome já consagrado, como o de Abel Braga, por exemplo, ou então, se não tivesse dinheiro para tanto, apostar em alguém que vem  começando a aparecer, como Argel Fucks , afinal, nosso primeiro compromisso é o Campeonato Paulista, ótimo laboratório para se saber se um profissional serve ou não serve para atuar pelo Verdão.
Mas mesmo que me fosse possível opinar, de nada adiantaria. Quem passou a ditar as regras no futebol palmeirense é o nosso novo diretor de futebol que, mesmo sem sequer ter sido apresentado, já decide tudo o que diz respeito à bola alviverde.

Alexandre Mattos, que será anunciado somente nos primeiros dias de 2015 pois tem contrato com o Cruzeiro/MG até 31/12, já está sendo o responsável por contratações e dispensas no time profissional. Tal carta branca foi uma das condições que ele impôs a Paulo Nobre para trocar a tranquilidade da Toca da Raposa pelo sempre efervescente caldeirão da Academia de Futebol. Nosso presidente, claro, achou ótimo, afinal, até ele já percebeu que, de futebol, não entende nada. Então é melhor deixar o assunto nas mãos de um profissional que montou um time capaz de faturar dois Campeonatos Brasileiro seguidos sem ter um único craque acima da média no elenco.
Mas voltemos a Oswaldo de Oliveira. Por que foi ele o escolhido por Mattos, e não outro? Elementar, meu caro palmeirense: dadas as limitações de orçamento impostas pelo clube, o treinador carioca era o que havia para o momento. Menos caro que os mais badalados, mais experiente do que as novas revelações e, principalmente, com um perfil que tem dois pontos essenciais a este momento por que passa nossa equipe: é um técnico que tradicionalmente aposta em novos talentos e um dos poucos do futebol brasileiro que nunca foi taxado de “retranqueiro”. Com Oswaldo, a diretoria acredita que os jogadores da base continuarão a ter oportunidades e que o Palmeiras voltará a ter um estilo de jogo mais ofensivo, algo que com Dorival Júnior ficou relegado a segundo plano.
De qualquer forma, amigo internauta, nenhum técnico do mundo é capaz de conseguir alguma coisa sem ter em mãos jogadores que possam realizar em campo aquilo que ele entende ser o melhor. Ou seja: os reforços que já começaram a chegar e os outros que terão de vir (alguns destes, por sinal, para serem titulares) são, de fato, os que poderão transformar um Palmeiras perdedor em um Palmeiras vencedor e, com isso, recolocar a história em seu devido rumo.
Tenho por princípio jamais julgar um profissional antes de vê-lo em ação. Por isso, tudo o que Oswaldo de Oliveira fez de bom ou de ruim em sua carreira até agora não me interessa. O que importa é que ele é o novo técnico do Verdão e, por isso, já tem em mim um torcedor incondicional. Aliás, se conseguir ser no Verdão a metade do que foi seu xará mais famoso, já podemos começar a sorrir.





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